A bolsa de Lisboa segue a cair 0,6% e lidera as descidas na Europa, pressionada pelas desvalorizações dos pesos-pesados, sobretudo da Galp Energia que perde cerca de 2%.

A empresa nacional segue nos 10,93 euros e acompanha as descidas das pares europeias e a queda do preço do petróleo dos mercados internacionais.

Pressão adicional dos restantes pesos-pesados, com a Jerónimo Martins a cair 0,33%, a EDP a recuar 0,21% e a Portugal Telecom a perder 0,35%, em contraciclo com o fecho em alta da brasileira Oi com quem está em processo de fusão.

O CEO da PT Portugal, a unidade portuguesa detida pela Oi, disse ontem que o seu negócio é sólido e a liderança do mercado nacional torna-a «obviamente apetecível» para outras empresas, lembra a Reuters.

A Mota-Engil perde 1,8% e a REN recua 0,65%.

O ministro do Ambiente disse ontem que a Galp e a REN não estão acima da Lei e têm de pagar a prevista contribuição especial sobre o sector energético em 2014, que é chave para Portugal cumprir a meta orçamental.

Acrescentou que o Fisco vai avançar com execuções fiscais.

Na banca o cenário é indefinido, com o Millennium bcp estável nos 0,0809 euros, o BPI cai 0,07% e o Banif recua 2,9%.

Segundo a Reuters, o sector financeiro português tem subido nas últimas sessões apoiado na indicação do Governador do Banco de Portugal de que os bancos poderão transformar eventuais perdas na venda do Novo Banco num crédito do Estado, mas também nas declarações do presidente do Banco Central Europeu.

Mário Draghi disse que os estímulos monetários estão a ganhar tracção, mas se não forem suficientes para acelerar a recuperação da zona euro, o banco central está pronto para fazer mais.

Na restante Europa, após um arranque ligeiramente positivo, as principais bolsas seguem com descidas de até 0,5% em Madrid, pressionadas pelas empresas de minérios, depois da forte queda no preço do ferro, estando os investidores à espera das minutas da última reunião da Reserva Federal.