A Bolsa portuguesa segue a ganhar 0,6%, suportada nas subidas do Millennium bcp e da Galp Energia, face à Europa que inverteu das quedas da abertura, com as valorizações das petrolíferas a compensarem as quedas nos sectores da aviação e da hotelaria, na sequência dos ataques em Paris.

As ações da petrolífera portuguesa Galp Energia sobem 1,8%, as da EDP ganham 0,47% e da EDP Renováveis somam 0,26%.

Suporte adicional da retalhista Jerónimo Martins avança 0,43% e, na banca, as ações do Millennium bcp valorizam 1,9%, as do Banif sobem 4%, enquanto o BPI cai 0,1%.

No passado sábado, o Banco de Portugal anunciou que o Novo Banco chumbou os testes de stress do Banco Central Europeu e tem quase 1.400 milhões de euros de necessidades de capital.

Estas necessidades serão supridas com uma reestruturação e com o relançamento da venda do banco.

De acordo com a Reuters, John Raymond e Puja Poojara, analistas da Creditsights, afirmaram que as necessidades de capital são inferiores ao que temiam.

"Vemos este resultado como positivo face à expectativa (de necessidades de capital) na região dos 2.000 ME ou mais, e vamos alterar a recomendação para os 'Credit Default Swaps' de 'Market Perform' para 'Outperform'", disseram, numa nota.

"A perspetiva de perdas inferiores ao antecipado melhorou, e o Banco de Portugal reiterou que tais perdas não serão impostas ao resto do sector financeiro de forma desestabilizadora".


Nota final para a REN, que recua 0,7%, após ter anunciado que o seu lucro subiu 16,5 pct para 91,6 ME, apoiado por um menor custo da dívida, ao passo que o resultado operacional deslizou devido a alterações na regulação e à descida da yield soberana.

A 'yield' da dívida soberana a 10 anos desce quatro pontos base para 2,74 pct, depois da agência de notação financeira canadiana DBRS ter mantido o 'rating' de Portugal em 'investment grade' e o 'outlook' em 'estável'.

Esta agência alertou, contudo, para a incerteza política que aumentou após o resultado inconclusivo das legislativas.