A Bolsa de Lisboa encerrou a ganhar 1,23%, face a uma Europa indefinida, apoiada no disparo da Banca, nomeadamente do Millennium bcp, que escalou 12,6%, e do BPI, que valorizou 8%, com o mercado a aplaudir o plano de colocar as operações africanas numa nova cotada.

De acordo com a Reuters, operadores e analistas explicam que esta proposta de cisão poderá resolver a exposição do BPI aos grandes riscos em Angola e levar a uma crucial restruturação para impulsionar a rentabilidade do negócio doméstico.

As ações do BPI valorizaram 7,94% para 1,019 euros e as do Millennium bcp treparam 12,64%.

"Este disparo do BCP é um efeito contágio decorrente da subida do BPI", explicou Albino Oliveira, analista da Fincor, lembrando que "o BCP foi muito castigado nas últimas semanas, daí que as subidas sejam também mais acentuadas".

"Adicionalmente, acredito que haja também alguma cobertura de posições curtas a impulsionar o BCP", realçou.

As ações do Banif valorizaram 5,56% e, entre as energéticas, a EDP ganhou 0,21% e a Galp Energia subiu 2,3%.

Pela negativa, destaque para a queda de 1,04% da Jerónimo Martins, de 1,77% da Semapa e de 1,95% da Mota Engil, que após a venda dos negócios de portos e logística, pondera novas alienações.

Fora do PSI20, destaque para o disparo de 17,43% das ações do Benfica que, após a vitória de ontem, isolou-se no comando do grupo C da Liga dos Campeões.

No mercado secundário de dívida, a yield das Obrigações do Tesouro (OT) portuguesas a 10 anos recua cinco pontos base para 2,35%, mínimo de sete semanas, em linha com a taxa das OT da vizinha Espanha, que tocou mínimos de oito semanas após um bem sucedido leilão de bonds.