A Bolsa de Lisboa valoriza 1,8% e acompanha o otimismo europeu, apoiada nas fortes subidas da Portugal Telecom, Mota-Engil e Millennium bcp, enquanto as ações do BPI afundam 5%, com os investidores preocupados com a exposição do banco a Angola.

Os títulos do segundo banco cotado de Portugal negoceiam em mínimos de Outubro de 2013, com a aplicação das novas regras europeias a colocarem o banco numa posição de capital mais frágil.

O regulador CMVM proibiu as vendas a descoberto com ações do BPI durante o dia de hoje, após a sua cotação ter fechado a cair 13,5% ontem com o anúncio que o seu rácio de capital cairá com a aplicação de regras europeias aos ativos da sua subsidiária de Angola, lembra a Reuters.

O BPI anunciou que o seu rácio common equity Tier 1 (CET1) descerá 0,9 pontos percentuais (pp) para 8,9% com a aplicação daquelas regras à exposição que tem na sua subsidiária BFA - líder da banca de Angola.

Em alta, as ações da PT SGPS valorizam 5,87% para 1,064 euros. A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) rejeitou ontem a derrogação de utilização da média ponderada dos últimos seis meses na fixação do preço oferecido na OPA lançada por Isabel dos Santos, pelo que terá de subir a atual contrapartida de 1,35 euros.

Isabel dos Santos lançou esta OPA para travar a venda dos ativos de telecoms portugueses à francesa Altice.

A construtora Mota-Engil recupera das quedas recentes e avança 4,12%. Os pesos-pesados EDP, Galp Energia e Jerónimo Martins ganham 1,6%, 1,4% e 1,9%, respetivamente.

A brilhar está também o Millennium bcp, ao disparar 5,14% para 0,0737 euros, acompanhando as valorizações dos pares europeus.

No mercado de dívida, os juros do soberano português a 10 anos em mercado secundário aliviam quatro pontos base para 2,85%.

De resto, as principais bolsas europeias seguem em alta, com subidas de até 1,8% em Paris, beneficiando do rally dos mercados norte-americanos ontem, depois da Reserva Federal ter feito uma avaliação mais otimista da economia dos EUA, embora persistam as preocupações em torno da Rússia e da Grécia.