As quedas da líder do retalho Sonae, dos CTT e da família EDP levaram a Bolsa de Lisboa a cair 0,15% e a contrariar o otimismo europeu, impulsionado pelo crescimento acima do esperado da economia chinesa e a aposta que o BCE avance com cruciais medidas de estímulo monetário.

«A abertura negativa dos mercados norte-americanos levaram a Europa a perder força e a uma inversão da praça portuguesa, alvo de alguma tomada de lucros», referiu o analista da Fincor, Albino Oliveira, citado pela Reuters.

As ações da líder do retalho nacional, Sonae, que apresenta amanhã as vendas preliminares de 2014, recuaram 2,29% e as da Jerónimo Martins perderam 0,05%.

Pressão adicional dos CTT, que recuaram 2,38%, e da família EDP, tendo a Energias de Portugal descido 0,41% e a EDP renováveis perdido 1,11%.

Em sentido contrário, as ações da PT SGPS foram o destaque, ao valorizarem 9,02% para 0,665 euros, num movimento de recuperação técnico após o mínimo histórico fixado ontem.

Tanto a PT SGPS como a brasileira Oi, onde a portuguesa é a maior acionista, têm estado sob forte pressão nas últimas sessões, devido à incerteza em torno da venda dos ativos portugueses da PT Portugal à Altice.

As ações da brasileira Oi estão hoje a ganhar 1,3%.

Os acionistas da PT SGPS voltam a reunir esta quinta-feira em Assembleia Geral para deliberar sobre esta venda.

Segundo analistas e advogados, o cenário de reversão unilateral da fusão da PT SGPS com a Oi, visando bloquear a venda dos ativos portugueses da PT Portugal à Altice, tem poucas chances de sucesso pois abriria a ‘caixa de pandora’ de um duro e caro processo nos tribunais por muitos anos.

Por sua vez, a Galp subiu 0,1%.

Em alta esteve também o sector financeiro, tendo o Millennium bcp subido 1,27%, o Banif ganho 1,67% e o BPI valorizado 3,22%, com os pares europeus.