O índice acionista de referência fechou a cair 0,56%, pressionado pela Jerónimo Martins e pelas energéticas, e liderou as quedas numa Europa que fechou mista, com as perdas do setor oil&gas a contrabalançar ganhos dos bancos gregos e do sector dos artigos de luxo.

O índice eurofirst 300, que integra as 300 maiores cotadas do velho continente, fechou a ganhar 0,49%, impulsionado pela subida de 8,13% da LVMH, dona da Louis Vuitton, que surpreendeu pela positiva nos resultados do quarto trimestre.

No entanto, só as bolsas de Paris, Frankfurt e Atenas encerraram em terreno positivo, com a praça helénica a beneficiar de ganhos de 21% e 11%, respetivamente, no Piraeus Bank e no Eurobank, dois dos principais players no sector bancário grego.

As ações da Jerónimo Martins recuaram 1,52% para 10,065 euros após a ter sido de um início de cobertura com uma recomendação de «Vender». O Berenberg vê a continuação da deflação alimentar e da forte concorrência na Polónia a afetar o crescimento e rentabilidade da retalhista.

A EDP desceu 1,21% e a Galp Energia perdeu 1,08%, seguindo a tendência de desvalorização do preço o petróleo.

O barril de Brent cai 3,89% para 55,65 dólares, e interrompe um 'rally' de quatro sessões, com dados da Administração de Informação de Energia (EIA) norte-americana a mostrar um aumento 6,3 milhões de barris nos 'stocks' de crude nos EUA na semana passada.

«Se o mercado estava à procura de algo para tentar prolongar os ganhos das últimas quatros sessões, isso certamente não estava nos dados do EIA», disse Sal Umek, associado sénior na Energy Management Institute de Nova Iorque à Reuters.

Pela positiva, o sector da pasta e do papel evitou maiores perdas no PSI20, com a Altri a subir 1,78% e a Portucel a avançar 1,36%.