A Bolsa de Lisboa fechou a perder 0,8%, num dia de indefinição na Europa, pressionada pela queda de 3% do Millennium bcp e 1,25% da Jerónimo Martins, estando os investidores com grande expectativa para as conclusões da reunião da Reserva Federal norte-americana (FED).

 

 

O BCP, o único banco português a chumbar os testes de stress do Banco Central Europeu em cenário adverso, apesar de ter dito que cumprirá a meta de capital com as medidas já decididas, corrigiu dos ganhos de ontem e fechou a perder 3,05%, nos 0,0921 euros.

 

 

A agência de notação de rating canadiana DBRS colocou sob revisão com implicações negativas a notação de risco do BCP, sequência dos 'chumbo' nos testes de stress, nota a Reuters.

 

 

A Jerónimo Martins fechou a perder 1,25%. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, o lucro atribuível da Jerónimo terá tido uma descida homóloga de 8,7% no terceiro trimestre de 2014, com a forte concorrência e a deflação a castigarem as margens e a rentabilidade da polaca Biedronka, apesar da subida das vendas.

 

 

As ações da EDP Renováveis recuaram 1,5%. Esta manhã, a EDPR anunciou que o seu lucro líquido teve uma queda homóloga em linha com o previsto de 45% para 56 milhões de euros (ME) nos nove meses de 2014, com mais interesses minoritários, efeitos cambiais desfavoráveis e pressão regulatória em Espanha.

 

 

Segundo o BES Investimento, a queda no lucro líquido da EDPR foi dentro do previsto e o título está a um desconto injustificado face à qualidade dos seus ativos.

 

 

A Mota Engil corrigiu dos fortes ganhos de ontem, quando anunciou um mega-contrato de 1.500 milhões de dólares (MD), fechando a perder 4,58%.

 

 

A EDP encerrou praticamente estável nos 3,34 euros.

 

 

Os títulos da Portugal Telecom foram, juntamente com os da NOS, os únicos a fechar no verde.