A bolsa de Lisboa fechou a ganhar 1,96% e liderou os ganhos na Europa, apoiada nas valorizações das energéticas e das retalhistas, que ofuscaram a queda da PT SGPS, no dia que o Tesouro realizou com sucesso o primeiro leilão de BT do ano.

Nota a Reuters que Portugal colocou mais do que o previsto, de 1.240 milhões de euros (ME) de Bilhetes do Tesouro, a 6 e 12 meses, com uma descida das taxas em ambas as maturidades, aproveitando a expectativa que o BCE avance amanhã com o chamado ‘quantitative easing’.

No mercado acionista, destaque para a valorização de 1,93% da EDP e de 5,43% da Galp Energia, a beneficiar da subida do petróleo nos mercados internacionais.

O barril de Brent subia 2% para 48,98 dólares.

Nota positiva também para as retalhistas, tendo a líder do retalho nacional Sonae, que apresenta hoje, após o fecho de Bolsa, as vendas preliminares de 2014, subido 3,51% e a Jerónimo Martins disparado 4%.

Os CTT, a Portucel e a EDP Renováveis também encerraram com subidas superiores a 1%.

Pela negativa, destaque para a queda de 2,84% da Mota-Engil e para a descida de 3,91% da PT SGPS, em vésperas de uma crucial Assembleia Geral (AG) de acionistas que vai deliberar a venda da PT Portugal aos franceses da Altice.

Ontem, a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) disse entender que há ainda aspetos a esclarecer em relação à fundamentação das decisões a tomar na AG da PT SGPS e que compete ao board da empresa informar os acionistas sobre esses aspetos.

Por sua vez, a resposta da PT SGPS veio durante a noite, com o board a realçar que está disponível para mais esclarecimentos durante a reunião magna de amanhã.

No passado dia 12 de Janeiro, os acionistas da PT SGPS adiaram a primeira AG, complicando a venda dos ativos portugueses da PT Portugal à Altice, lançando dúvidas sobre o projeto de fusão com a brasileira Oi.