O índice acionista de referência fechou a cair 0,75%, arrastado pelas quedas das energéticas, em linha com a maioria das bolsas europeias, com destaque para a forte pressão dos bancos gregos sobre a praça de Atenas.

De acordo com a Reuters, o índice eurofirst 300, que é composto pelas 300 maiores cotadas do continente, encerrou a perder 0,23%, revertendo os ganhos da manhã após ter tocado num máximo de sete anos.

Atenas caiu 2,45%, pressionada pelos bancos do país, com o National Bank, o Piraeus e o Alpha a tombarem mais de 10%, castigados por novos receios sobre a dívida helénica.

O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, disse no sábado que o país quer negociar a amortização de 6.700 milhões de euros de obrigações detidas pelo Banco Central Europeu (BCE) com maturidade de julho e agosto deste ano, adiantando que o país não tem fundos para fazer o pagamento.

Atenas obteve o 'OK' dos parceiros europeus na semana passada para estender a ajuda financeira por mais quatro meses, mas só receberá mais fundos após a aprovação dos detalhes do seu plano económico pelo BCE, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional.

A taxa de juro das obrigações soberanas gregas a 10 anos agravou 18 pontos base (pb) para os 9,974%.

No PSI20, a Galp perdeu 2,24%, contagiada pela queda da cotação do petróleo.

O barril de Brent, em Londres, desvaloriza 3,52% para os 60,34 dólares, com a perspetiva de um aumento das exportações do Irão, que disse que um acordo sobre o seu programa nuclear pode ser firmado esta semana se as sanções impostas ao país forem levantadas.

A EDP Renováveis desceu 1,44%, enquanto a ‘casa-mãe’ EDP caiu 0,45%. O lucro líquido da EDP terá subido 1,5% em 2014, com a performance operacional a ser penalizada pela pressão regulatória e fiscal na Ibéria e pela seca no Brasil, apenas compensados com ganhos extraordinários, segundo uma poll de analistas consultados pela Reuters. A empresa apresenta resultados depois do fecho da Bolsa amanhã.

Pressão adicional do sector do retalho, com a Sonae a perder 1,25% e a Jerónimo Martins 0,71%.