O índice de referência encerrou a perder 0,76%, penalizado pelas quedas de Jerónimo Martins e da PT SGPS, que caiu depois da Terra Peregrin, de Isabel dos Santos, ter retirado a sua oferta pública de aquisição (OPA).

A PT SGPS fechou a descer 1,19% para 0,99 euros. A Terra Peregrin de Isabel dos Santos retirou a OPA de 1.200 milhões de euros (ME) ou seja a 1,35 euros por ação sobre a PT SGPS, facilitando o caminho para a venda dos ativos portugueses de telecoms da PT Portugal à francesa Altice.

A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) tinha deliberado que a empresária angolana terá de subir a atual contrapartida de 1,35 euros oferecida na OPA sobre as ações da PT SGPS, após ter rejeitado a derrogação de utilização da média ponderada dos últimos seis meses na fixação do preço, lembra a Reuters.

A Jerónimo Martins desceu 2,31%, a Sonae 0,85% e a NOS 0,06%. A EDP caiu 0,7% e a Galp 1%.

O Millennium bcp perdeu 0,69% e o BPI 1,61%.

O Banco de Portugal deliberou não transferir para o Novo Banco (NB) uma responsabilidade contraída pelo ex-Banco Espírito Santo perante a Oak Finance Luxembourg, o que terá um impacto positivo de 548,3 ME nas reservas do NB.

Ontem, o gigante espanhol Santander formalizou uma manifestação de interesse para comprar o Novo Banco, tendo sido, depois do BPI, o segundo concorrente a confirmar a entrada na corrida para adquirir o terceiro maior banco de Portugal que ficou com os ativos não-tóxicos do colapsado BES.

Pela positiva, destaque para a subida de 0,6% da EDP Renováveis e de 3,65% da Teixeira Duarte.

O índice PSI 20 encerrou nos 4.921 pontos.

O eurofirst 300 fechou a descer 0,1%, recuando depois de seis sessões consecutivas de ganhos.

Em véspera de Natal, a sessão de hoje encerrou às 13:05, num dia de liquidez abaixo do normal, com várias praças encerradas, incluindo Milão e Frankfurt. Os mercados acionistas europeus regressam na próxima segunda-feira.

Os índices dos Estados Unidos fecharam ontem em novos máximos históricos após se ter conhecido que a maior economia do mundo expandiu 5% no terceiro trimestre de 2014, a maior subida em 11 anos.