A Bolsa de Lisboa segue no vermelho, pressionada pela desvalorização superior a 3% da Portugal Telecom e pelas descidas da Banca e Galp Energia, em sintonia com uma Europa de olhos postos no terceiro e decisivo voto para a eleição presidencial na Grécia.

O índice de referência cai 0,32%.

As ações da Portugal Telecom SGPS recuam 3,32% para 0,961 euros, refletindo ainda a retirada da Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Terra Peregrin, de Isabel dos Santos.

A empresária angolana retirou a OPA de 1.200 milhões de euros (ME) ou seja a 1,35 euros por ação sobre a PT SGPS, facilitando o caminho para a venda dos ativos portugueses de telecoms da PT Portugal à francesa Altice, recorda a Reuters.

Pressão adicional da banca, com o Millennium bcp a perder 2,1% e o BPI a cair 2,5%, e ainda da telecom NOS a descer 0,51%.

O Banco de Portugal deliberou não transferir para o Novo Banco (NB) uma responsabilidade contraída pelo ex-Banco Espírito Santo perante a Oak Finance Luxembourg, o que terá um impacto positivo de 548,3 ME nas reservas do NB.

O gigante espanhol Santander formalizou uma manifestação de interesse para comprar o Novo Banco, tendo sido, depois do BPI, o segundo concorrente a confirmar a entrada na corrida para adquirir o terceiro maior banco de Portugal que ficou com os ativos não-tóxicos do colapsado BES.

A travar uma queda maior do índice estão os pesos-pesados EDP e Jerónimo Martins. A Energias de Portugal sobe 0,64% e a retalhista ganha 0,1%.

Na restante Europa, à exceção de Londres com uma subida de 0,2%, os restantes índices bolsistas europeus seguem com quedas de até 7% em Atenas, onde se realiza hoje o terceiro e decisivo voto parlamentar para a eleição presidencial.