O índice acionista de referência segue em leve alta, em sintonia com as pares europeias, apoiado nos ganhos das energéticas, numa manhã em que a yield da dívida portuguesa a 10 anos renovou mínimos histórios em 1,8%.

O índice FTSEurofirst 300 que integra as 300 maiores empresas da Europa, sobe 0,1% e fixou novos máximos de sete anos, com a Airbus a disparar 6% após ter reportado uma forte subida nos resultados operacionais.

De acordo com a Reuters, este índice já valorizou 14% este ano, impulsionado pelo agressivo pacote de estímulos, o Quantitative Easing (QE), que o Banco Central Europeu deverá iniciar a partir de Março.

Este programa consiste em comprar 60.000 milhões de euros de divida soberana da zona euro por mês entre Março próximo e Setembro de 2016, visando estimular a economia e afastar o espectro da deflação.

A destoar dos ganhos europeus, está a praça de Atenas, a cair 0,8% perante receios que o país possa falhar os pagamentos ao FMI e ao Banco Central Europeu (BCE) este ano, apesar do novo acordo firmado com os parceiros europeus esta semana.

O ministro alemão das Finanças urgiu hoje o Parlamento alemão a aprovar a extensão do financiamento à Grécia, assegurando que permitirá que Atenas chantageie os parceiros da zona euro.

O Eurogrupo aprovou esta semana o financiamento à Grécia, por mais quatro meses. Os deputados alemães deverão dar o ‘OK’ a esta ajuda, apesar da desconfiança da chanceler alemã Angela Merkel e do ministro das Finanças Wolfgang Schaeuble sobre a credibilidade do plano e o compromisso com as reformas.

As yields das Obrigações do Tesouro gregas a 10 anos sobem 10 pontos para 9,67%, enquanto os juros soberanos portugueses seguem a negociar nos 1,8%, contra os 1,885% de ontem.