O índice de referência PSI20 fechou a cair 1,94% e liderou as descidas europeias, penalizada pelo tombo de 5% da PT SGPS e a queda superior a 3% da Galp, num dia em que o preço do petróleo voltou a cair a pique, para mínimos de cinco anos.

As ações da Galp Energia perderam 3,33% para 8,716 euros, acompanhando as descidas das petrolíferas europeias, depois das novas estimativas avançadas pela OPEP e do relatório semanal das reservas de crude nos EUA terem despoletado mais um sell-off no preço do petróleo.

O Brent, cotado em Londres, recua 4,59% para 63,79 dólares, após ter fixado um novo mínimo de cinco anos nos 63,72 dólares. Em Nova Iorque, o Nymex cai 5,0% para 60,63 dólares.

Segundo a Reuters, o Deutsche Bank considera, contudo, que a recente queda do preço da Galp Energia, abaixo dos 10 euros por ação, constitui um ponto de entrada atrativo para os investidores. A casa de investimento tem agora um preço-alvo de 13 euros por ação para a petrolífera e uma recomendação de ‘Comprar’.

A EDP recuou 3,02% e a Impresa recuou 3,89%.

Ainda assim, a pior performance no índice foi a Portugal Telecom com um tombo de 5,2%.

A administração da PT referiu ontem que o preço de 1,35 euros por ação oferecido pela empresária angolana Isabel dos Santos na Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a empresa não reflete o seu valor intrínseco, incluindo as potenciais sinergias de uma consolidação da Oi no Brasil.

«Esta tomada de posição poderá tornar mais distante o sucesso da OPA, embora não invalide que ela venha a acontecer», disse Paulo Rosa, dealer da GoBulling no Porto, citado pela Reuters.

«No final, quem decide são os acionistas. Todos os dias parece que esta novela vai terminar, mas se calhar ainda tem muito para correr», acrescentou.

Nota negativa também para os principais bancos, tendo o Millennium bcp descido 0,87% e o BPI caído 1,4%, enquanto o Banif subiu 1,52%.

Por fim, após uma manhã de recuperação, as principais bolsas europeias acabaram por inverter e fechar negativas, com quedas de até 1,94% em Lisboa, pressionadas pelos títulos energéticos, após o barril de Brent ter recuado para mínimos de cinco anos abaixo dos 64 dólares.