O índice acionista de referência fechou a cair 2,26% com todos 18 títulos negativos e o BCP destacar-se com um tombo de 6%, em linha com as praças europeias, que aceleraram as quedas após rumores sobre alterações regulatórias nos mercados bolsista chineses.

Segundo traders, escreve a Reuters, os futuros do índice Hang Seng de Hong Kong caem 4%, castigados por eventuais novas regras de trading nas bolsas chinesas, e contagiaram também os índices europeus.

Esses rumores acentuaram o sentimento negativo que já prevalecia na Europa devido a resultados dececionantes da sueca SKF e da suíça Syngenta.

O FTSEurofirst300, índice composto pelas 300 maiores cotadas do continente, perdeu 1,77%.

Os receios sobre o impasse entre a Grécia e os credores continuaram a pesar, com a Bolsa de Atenas a afundar 3%.

Atenas terá de utilizar todas as reservas de cash no seu sector público - um total de 2.000 milhões de euros - para pagar salários públicos e pensões no final do mês, segundo fontes do ministério das finanças helénico.

«O tempo está a escassear para a Grécia», disse Nick Stamenkovic, estrategista na RIA Capital Markets, citado pela Reuters.

A yield das Obrigações do Tesouro (OT) portuguesas a 10 anos agrava para máximos de seis semanas, em linha com as pares espanholas e italianas, com temores que o impasse empurre Atenas para a bancarrota nos próximos dias.

A taxa das OT portuguesas tocou nos 2,08% esta manhã, e segue a agravar 12 pontos base (pb) para 2,02%. A equivalente espanhola sobe 10 pb para 1,461% e a italiana regista um aumento idêntico para 1,465%.

Após ter escalado mais de 100 pb ontem, a yield das OT helénicas a 10 anos sobe 14 pb para 13,027% e vai registar a maior subida semanal desde o fim de Janeiro, quando o partido anti austeridade Syriza, de Alexis Tsipras, chegou ao poder.