As quedas superiores a 2% da Galp e dos principais bancos, aliadas ao tombo de 5% da Portugal Telecom levaram a Bolsa nacional a fechar no vermelho, face a uma Europa dividida entre a instabilidade política na Grécia e os fortes dados macroeconómicos vindos dos EUA.

As ações do BPI recuaram 2,7% e as do Millennium bcp caíram 2,13%, influenciadas pelas fortes descidas dos bancos gregos, dado o aumento do risco político do país.

O banco Piraeus afundou 13%, o Alpha Bank caiu 5,71% e o National Bank of Greece perdeu 9,37%, nota a Reuters
Adicionalmente, bancos europeus pediram ao Banco Central Europeu (BCE) 130.000 milhões de euros (ME) de empréstimos a quatro anos, em linha com as previsões dos analistas, mas os números ficaram aquém dos 320.000 ME disponíveis no TLTRO- Targeted Long Term Refinancing Operation.

Os analistas realçaram que se a utilização destas linhas de crédito for reduzida, a pressão para que o BCE aja de forma mais decisiva vai aumentar.

O BCE já disse que vai considerar se avança ou não com o chamado quantitive easing, ou seja, a impressão de dinheiro para comprar obrigações soberanas, no início de 2015.

A pressionar o índice de referência esteve a Galp Energia, que perdeu 2,23%, e a Portugal Telecom que tombou 5,32%, estando a brasileira Oi a descer 3%.

De acordo com a Reuters, no mercado secundário de dívida, os juros das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos, o benchmark para avaliar o risco soberano, agravam três pontos base para 2,99%, acompanhando o agravar do risco da periferia europeia, num contexto de maior incerteza política na Grécia.

De resto, os principais índices bolsistas europeus aliviaram dos mínimos a que negociavam a meio do dia para encerrarem sem tendência definida, divididos entre os fortes dados macroeconómicos vindos dos EUA e o aumento da instabilidade política na Grécia.

A bolsa grega caiu 7,35% para mínimos de 16 meses, após o primeiro-ministro, Antonis Samaras, ter avisado que o país arrisca um regresso «catastrófico» às profundezas da sua crise de dívida, caso o Governo caia.