O BPI está no centro das atenções dos investidores esta manhã. Antes da abertura do mercado, a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) decidiu suspender a negociação dos títulos do banco.

O regulador do mercado “aguarda informação relevante sobre o emitente” em dia de assembleia-geral, que ainda da não é seguro que se concretize e, muito menos, qual o desfecho.

A acionista portuguesa Violas Ferreira Financial, que detém 2,7% do BPI, conseguiu suspender uma reunião magna do dia a 22 de julho devido a duas providências cautelares.

Ontem espanhol El Confidencial dizia que o CaixaBank está a ponderar retirar a oferta, que lançou a 1,113 euros por título, por temer que o processo se arraste em tribunal. Ora com os processos judiciais a travarem a assembleia, e com a desblidagem dos estatutos a ser determinante para a Oferta espanhola avançar, percebe-se que a reunião desta manhã será tudo menos pacífica.

Com o terceiro maior banco português sob fogo cruzado, BCP e Montepio aguardam para ver até porque o futuro do BPI condicionará todo o setor. O BCP segue inalterado nos 0,0185 euros e o Montepio cai 1,08 para 0,46 euros.

Mas não são só estes sinais que ensombram o PSI20. O índice abriu em alta e já cai 0,13% para 4772,96 pontos. Além da banca, a NOS é quem mais penaliza a negociação, desce 1,03% para 6,149 euros.

Na energia, só a Galp se mantém positiva, a subir 0,84% para 13,260 euros.

Já a Pharol cresce 6,69% para 0,239 euros, um dia após ser conhecido o plano de recuperação judicial da brasileira Oi, onde a empresa portuguesa tem mais de 22%. Um plano que estabelece os termos e condições propostas para as principais medidas que poderão ser adotadas com vistas à superação da atual situação económico/ financeira do grupo e à continuidade das suas atividades. A Oi propõe “a reestruturação e equalização de seu passivo; a prospeção e adoção de medidas durante a recuperação judicial visando à obtenção de novos recursos; e potencial alienação de bens”, refere o comunicado.