A bolsa de Lisboa, que esteve praticamente todo o dia no verde e que chegou mesmo a ganhar mais de 1,5%, acabou por inverter perto do fecho e encerrou a cair 0,04% para 5.526,84 pontos, não tendo ainda sido anuladas as quedas provocadas pela demissão de Paulo Portas.

Lá fora, só Madrid caiu também, 0,03%. Já os ganhos, chegaram a 1,12%, em Frankfurt.

No plano nacional, a banca assumiu grande parte da culpa pelo fecho negativo. O BCP caiu 1,08% para 9,2 cêntimos, o BES perdeu 0,79% para 63 cêntimos e o BPI contrariou ao subir 0,43% para 93 cêntimos.

No entanto, a maior queda do dia foi a do Banif, que afundou 16,28% para 7,2 cêntimos. A pressionar está a segunda fase do plano de capitalização, que arrancou ontem. O banco está a vender 10 mil milhões de ações para tentar encaixar 100 milhões de euros. Cada ação está a ser vendida a um cêntimo, o que torna as ações em bolsa pouco atrativas, por serem muito mais caras. As ações do banco chegaram a cair mais de 20% no início da sessão.

Banca à parte, nota para as quedas das comunicações: a PT a descer 0,7% para 2,86 euros, a Zon a cair 0,76% para 3,79 euros e a Sonaecom em baixa de 0,61% para 1,62 euros.

No verde, os ganhos da energia não chegaram para trazer a praça acima da linha de água. A EDP subiu 0,5% para 2,42 euros e a Galp 0,78% para 11,65 euros.

A Sonae também travou maiores quedas, ao avançar 0,69% para 73 cêntimos.