A crise no Espírito Santo também se sente na bolsa de valores. A ESFG atingiu mínimos históricos, nos 2,42 € (fechou nos 2,45 € por ação) e volta para cima da mesa o tema da saída de bolsa da ESFG.

Steven Santos, corretor da XTB, acredita que o cenário mais provável será a retirada «da própria Espírito Santo Financial Group da bolsa». Outra possibilidade será a oferta pública de «alguma empresa do grupo Espírito Santo, como por exemplo a Rioforte».

Os ecos da saída de Ricardo Salgado sentem-se também no BES: o banco perdeu quase 350 milhões de capitalização bolsista desde o anúncio da sucessão na instituição financeira com mais de 140 anos. Quase 90 milhões de ações mudaram de mãos em pouco mais de 48 horas, mas nos últimos dois o banco perdeu 25% do seu valor. Uma quebra explicada pelo facto de a ação ter «sido pressionada pelo aumento de capital [em março] e pela atual crise societária».

A proposta de Amílcar Morais Pires, atual CFO do banco para suceder a Ricardo Salgado, não foi muito bem digerida pelo mercado: «A escolha de Morais Pires é entendida como uma continuidade quando, neste momento, era possível fazer uma verdadeira reestruturação no BES», explica Steven Santos à TVI.

No final da semana passada, a ESFG, que detém 25% do capital, pediu a realização de uma assembleia-geral para a nomeação do novo dirigente, marcada para 31 de Julho. Para substituir Ricardo Salgado tem sido apontado o nome de Amílcar Morais Pires, atual CFO: