Atualizada às 00h47

A Moody's cortou esta sexta-feira o rating da dívida de longo prazo do Banco Espírito Santo (BES) em três níveis, para B3, e baixou também a nota atribuída aos depósitos de longo prazo do banco em dois níveis, para B2.

Em comunicado emitido, a agência de notação financeira argumenta a decisão com preocupações sobre a capacidade de crédito do banco, as quais foram agravadas pela «falta de transparência em relação à autonomização do BES» em relação à Espírito Santo International (ESI).

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A decisão comunicada esta sexta-feira pela agência de notação financeira Moody's surge depois de na quarta-feira a mesma agência ter já baixado em três níveis a nota do Espírito Santo Financial Group (ESFG), o maior acionista do BES, para Caa2.

Também a Standard & Poor's cortou o rating do Banco Espírito Santo (BES) e do Banco Espírito Santo Investimento (BESI) de BB- para B+ devido ao aumento dos riscos no banco.

A agência de notação frisa que vê como «provável um apoio extraordinário do governo (ao BES)» e cita «a importância sistémica do banco no sector da banca português e a postura do Governo de apoiar o sistema financeiro».

Para a S&P, a situação no Grupo Espírito Santo «coloca riscos acrescidos na situação financeira do BES».

A agência faz coro com a Moody¿s no que concerne à falta de clareza envolvendo todo o caso, e avisa que a sua avaliação da situação de risco do BES está limitada pela incerteza em torno da solvência do GES, e da exposição do banco ao grupo.

Assim, a S&P revê a sua posição acerca do nível de risco do BES de «adequado» para «moderado». A agência colocou o rating de longo prazo do BES sob observação com implicações negativas, ou seja, pode vir por aí mais uma descida de nota.