O aumento de capital de 1.045 milhões de euros que o Banco Espírito Santo concluiu em junho foi exigido pelo Banco de Portugal, segundo uma carta a que o Diário Económico teve acesso, com data de 25 de março.

A operação foi considerada pelo Financial Times como um dos piores negócios na história da banca europeia e está desde então no centro das críticas à atuação tanto do BdP como da Comissão de Mercado e Valores Mobiliários.

A operação teve lugar numa altura em que o BdP e a CMVM já tinham conhecimento dos problemas na ESI e outras holdings do Grupo Espírito Santo, como a Rioforte. E foi imposta pelo BdP, na sequência da descoberta de um buraco de 1,2 mil milhões de euros na ESI.

A ESFG, maior acionista do BES, foi obrigada a constituir uma provisão especial de 700 milhões de euros para assegurar o reembolso da dívida da ESI vendida a clientes de retalho do banco.

A operação foi justificada com a necessidade de «potenciar a sua vantagem competitiva na recuperação da economia portuguesa» e de «criar reservas adicionais de capital».