A bolsa portuguesa abriu em terreno negativo a acompanhar o resto da Europa, com o PSI20 a descer 0,54% para 4.674,78 pontos.

Uma sessão que continua a ser caracterizada pela falta de liquidez e com os investidores muito atentos ao que pode emergir da reunião anual de Jackson Hole, nos Estados Unidos, marcada para a próxima sexta-feira.

Será neste simpósio, que existe desde 1978 e onde marcam presença os presidentes dos bancos centrais dos vários países, ministros das Finanças e académicos de todo o mundo, que a presidente da Reserva Federal norte-americana, Janet Yellen, vai falar. Um discurso muito aguardado, tendo em que conta que poderá ser este, finalmente, o momento em que Yellen levanta o véu sobre uma subida de juros na maior economia do mundo – já em setembro ou até final de 2016.

São estas as pistas que os investidores aguardam o que deixa o mercado, sobretudo o de ações, em stand-by.

Em Lisboa, o BCP é o título que mais faz tombar o índice principal. Desce 1,10% para 0,0179 euros depois de ontem ter anunciado que vai deixar o índice DJ Stoxx600, uma das portas das empresas para o mundo na Europa. Este abandono surge na sequência da revisão da composição do índice.

Nota novamente negativa para os CTT que caem 0,66% para 6,69 euros.

Na energia os ventos também não correm de feição, num dia em que o preço do crude nos mercados internacionais teima em ficar abaixo dos 50 dólares por barril. A Galp lidera as perdas ao derrapar 0,30% para 13,125 euros.

E a poucos dias de apresentar resultados, a Mota-Engil também não ajuda a praça portuguesa ao desvalorizar 1,35% para 1,681 euros