Apesar da nota positiva das bolsas europeias, esta terça-feira, e do índice PSI 20 ter conseguido fechar o dia em terreno positivo, a sessão ficou marcada pela queda acentuada do Millennium BCP e, por arrasto, do concorrente BPI.

O Millennium BCP afundou 9,949% para novos mínimos de 2012, nos 0,0353€ por ação, acompanhando a forte queda dos bancos italianos, justificada pelas dúvidas do Banco Central Europeu sobre os elevados níveis de crédito malparado de alguns bancos da zona euro, em particular, de Itália, Espanha, Portugal e Grécia. O mercado questiona-se se os bancos que estão na mira do BCE estão a provisionar corretamente o crédito em incumprimento e se serão obrigados a aumentar as imparidades para riscos de crédito.

O BPI, que durante parte do dia parecia imune à queda do BCP, acabou por ser arrastado pelo concorrente e fechou a desvalorizar 1,990%, para 0,9360€ por ação.


Bolsa de Lisboa ganha 0,55%


Apesar das quedas da banca, o Índice PSI 20 conseguiu terminar a sessão com uma ligeira subida de 0,55%, aliviando dos mínimos de meados de 2012, atingidos na sessão de segunda-feira.

A Bolsa de Lisboa seguiu a tendência europeia, positiva depois de conhecida a estimativa de crescimento de 6,9% da economia chinesa em 2015. Apesar de ser o pior resultados dos últimos 25 anos, os analistas consideram que o número foi bem recebido pelos investidores porque indicia a necessidade de Pequim tomar medidas de estímulo monetário.

Em Lisboa, o destaque, pela positiva, foi para a Mota-Engil, que ganhou 3,066%, depois do recuo de 18,6% de segunda-feira, sessão em que o regulador da bolsa chegou a decidir suspender a negociação da empresa e, mais tarde, acabou por proibir a venda de títulos a descoberto, para evitar a especulação.

A Portucel também recuperou das quedas dos últimos dias, com uma subida de 3,372%, para 3,0960€ e a maior valorização do dia pertenceu à Nos, com um ganho de 3,513%, para 6,4530€ por ação.