A forte deflação alimentar na Polónia e em Portugal, no terceiro trimestre de 2014, continuará a ser uma contrariedade para a Jerónimo Martins nos próximos trimestres, segundo o Barclays que cortou estimativas e o preço-alvo da retalhista em 19% para 8,0 euros.

A instituição considera que o prémio de 25% a que a líder no retalho alimentar na Polónia e número dois do retalho nacional transaciona, face aos pares, é excessivo, dado o fraco momento de resultados.

«Cortámos o price target para 8,0 euros de 9,9 euros e reiteramos a recomendação de Underweight, antes da publicação dos resultados do terceiro trimestre a 29 de Outubro», referiu.

Adiantou que «caso a empresa decida, cautelosamente, cortar o investimento e abrandar o ritmo de expansão na Polónia e/ou na Colômbia, poderá espoletar novas revisões em baixa».

O forte ambiente competitivo, aliado a uma descida da inflação alimentar têm vindo a deteriorar as margens da retalhista, sobretudo na Polónia, que é o motor de crescimento do grupo.

«A competição de preços continuou a ser não só difícil, mas a Polónia sofreu diretamente o impacto da recente proibição, por parte da Rússia, às importações de certos produtos alimentares», salienta ainda o Barclays.

O banco realça que embora a retalhista continue a testar várias alterações na conceção das lojas Biedronka, na Polónia, dificilmente serão implementadas com rapidez.

«No geral, estimamos que vendas em base comparável de -2% e estimamos que a margem EBITDA no terceiro trimestre contraia em 100 pontos para 7,4%, apesar da base comparativa relativamente fácil, face ao ano anterior», frisa o banco.