A sucursal do Banco Privée Espírito Santo em Portugal está proibida de conceder créditos e aplicar fundos emq uaisquer espécie de ativos e também não pode receber depósitos. A decisão é do Banco de Portugal, que informou o mercado através de um comunicado enviado esta sexta-feira.

«As medidas adotadas pelo Banco de Portugal visam garantir que a sucursal do BPES mantém uma posição de liquidez que lhe permita fazer face ao reembolso dos depositantes», lê-se no comunicado do regulador.

O conselho de administração do BdP decidiu ainda nomear dois gerentes provisórios para a sucursal lusa: José Pedro dos Anjos Castanheira e Bernardo de Sousa e Holstein Guedes.

«Os gerentes provisórios nomeados deverão, por determinação do Banco de Portugal, tomar todas as medidas adequadas à preservação dos ativos da sucursal em Portugal do BPES e ao cumprimento do disposto no artigo 54.º do Regime Geral das Instituições de Crédito e das Sociedades Financeiras», conclui o comunicado.

A decisão do BdP surge na sequência do anúncio do regulador suíço, que esta sexta-feira iniciou o processo de insolvência do Banque Privée Espírito Santo devido ao «sobreendividamento» do banco, estimando que será possível reembolsar aos clientes os depósitos garantidos «rapidamente e na totalidade».