O presidente executivo do Banif, Jorge Tomé, afirmou esta segunda-feira que a instituição bancária está em "fase acelerada" para que a participação do Estado de 60,5% seja vendida a acionistas de referência, cumprindo assim as exigências de Bruxelas.

O responsável pelo Banif, que falava aos jornalistas na comemoração do primeiro aniversário da 'Fábrica de Startups' em Lisboa, voltou a reafirmar que a gestão está "à procura de investidores âncora" para o banco, sendo que se está a entrar "numa fase mais acelerada deste processo" e que se irá ver "nos próximos tempos o resultado" das neociações.

Recorda a Lusa que, na passada quinta-feira, o Banif divulgou em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que pretende identificar “um acionista estratégico de referência, a quem possa vir a ser proposta a substituição da participação detida pelo Estado”.

Jorge Tomé prometeu que este ano seria de "mudança" no banco, "não só em termos operacionais, voltando aos resultados positivos, como também em encontrar uma outra estrutura acionista", adiantando que a presença do Estado no Banif "foi muito importante no início de 2013, mas chegou a altura de pagar ao Estado e contribuir para que este saia" da instituição financeira.

Os acionistas privados do Banif anunciaram na quinta-feira o adiamento da eleição dos órgãos sociais do banco para 26 de agosto por forma a que este conselho de administração continue em funções e termine as negociações para venda de 60,5% do Estado no banco.

“O sucesso de qualquer processo negocial a promover com eventuais investidores depende em grande parte do envolvimento da atual equipa de gestão”, referia a proposta dos acionistas privados, argumentando que "importa manter todas as condições para que um eventual novo acionista controlador possa determinar, livremente e sem restrições de qualquer ordem, a composição dos órgãos sociais e estatutários do Banif e das suas principais filiais”.