O Banif segue a tombar 18,75% na Bolsa de Lisboa, com o valor das ações a tocar novo mínimo histórico, em 0,0013 euros.

É o segundo dia negro para a cotada, que esta terça-feira chegou a tombar 17%, fixando o mínimo em 0,0015 euros.

Desde o início do ano o Banif já perdeu 72% em bolsa, num ano que não se prevê que fique mais fácil. É que se o Estado, que detém 60,5% do banco,  não encontrar um novo acionista privado, o Banif poderá ter de, no limite, pedir um plano de resolução, mas que será liderado pelo Mecabismo Único de Supervisão, já à luz das novas regras europeias.

Isto porque a Comissão Europeia pode vir a considerar incompatível a ajuda pública ao banco. O Banif recebeu 1.100 milhões de euros do Estado – 700 milhões de euros através de um aumento de capital e 400 milhões através de "CoCos" (dívida que se transforma em capital em determinadas circunstâncias),, mas apenas reembolsou 275 milhões dos instrumentos financeiros.

O Diário Económico adianta esta quarta-feira que o banco contratou a empresa espanhola N+1 para ajudar a definir o futuro. A administração do banco está em contactos com vários investidores internacionais, com o objetivo de garantir que estes comprem pelo menos parte das ações especiais detidas pelo Estado e realizem um reforço de capital na ordem dos 150 milhões de euros.