O Banif vai propor aos detentores de obrigações subordinadas a troca desses títulos por ações, de modo a aumentar o capital do banco e reduzir a participação do Estado, que desde início do ano é o acionista maioritário da instituição.

Esta troca de obrigações por ações deverá ser aprovada na assembleia-geral de acionistas, que o Banif vai realizar a 16 de setembro, no Funchal.

«O Banif pretende realizar uma oferta pública de troca dirigida aos titulares de atuais instrumentos híbridos de capital e dívida subordinada (Oferta Pública de Troca), no âmbito do qual será proposta a troca de instrumentos híbridos existentes (com um desconto face ao seu valor nominal) por uma contrapartida representada por novas ações», refere.

Este será o quarto aumento de capital dirigido a investidores privados realizado este ano pelo Banif, isto depois de o banco ter recebido, em janeiro, 1.100 milhões de euros de dinheiros públicos (700 milhões em ações e 400 milhões em instrumentos de dívida convertíveis em ações [as chamadas «CoCo bonds»], no âmbito do processo de recapitalização que deixou o Estado com o controlo de cerca de 99% da instituição.

Atualmente, o Estado detém 73,964% do capital social do Banif, equivalente a 64,368% dos direitos de voto.