O Banif apenas colocou 26% do total de obrigações que disponibilizou aos acionistas, encaixando 60 milhões de euros, mas o presidente do banco afirma ser até «melhor» para a instituição disponibilizar menos destes títulos.

«A emissão de obrigações foi um complemento da oferta pública de ações. O objetivo não era colocar 100% de obrigações. Aliás, sendo paradoxal, quanto menos colocássemos de obrigações, melhor», disse Jorge Tomé aos jornalistas, após a sessão de apresentação do resultado das operações de venda de ações e obrigações, na bolsa de Lisboa.

O presidente do Banif reforçou mesmo que «o objetivo era colocar bem as ações» e que «isso foi um sucesso», com uma «procura bastante superior à oferta».

O Banif lançou no início de julho um aumento de capital no montante de 100 milhões de euros, com a venda ao público de ações a um cêntimo.

Este aumento de capital foi acompanhado por uma emissão de obrigações (com maturidade de três anos e uma taxa de juro anual fixa de 7,5%), reservada aos detentores de ações.

De acordo com o prospeto da operação, o banco fazia depender a emissão de ações da emissão de obrigações: se esta não fosse conseguida, a emissão de ações ficaria sem efeito, sendo devolvido o valor pago pelos subscritores de ações.

Segundo os resultados hoje divulgados, os 100 milhões de euros em ações foram totalmente colocados, com a procura a exceder a oferta (161,80%).

Já quanto às obrigações, a procura foi de apenas 26% das 225 milhões de obrigações postas à disposição dos investidores, tendo o banco conseguido um encaixe financeiro de 60,3 milhões de euros nesta emissão obrigacionista.

Se todas as obrigações tivessem sido colocadas, o encaixe seria de 225 milhões de euros.

No total das duas operações, o Banif arrecadou 160 milhões de euros, abaixo dos 325 milhões de euros previstos.