As bolsas europeias fecharam esta terça-feira em queda, penalizadas pelos receios dos investidores que a Reserva Federal norte-americana decida começar a reduzir o seu programa de compra de ativos já na reunião de setembro.

A ata da última reunião da Fed será divulgada amanhã, e os investidores estão ansiosos para ver que indicações podem ser daí retiradas sobre o futuro da política de estímulos à maior economia do mundo.

A praça de Lisboa registou a segunda maior queda da Europa (pior, só Madrid, que caiu 1.79%), com o PSI20 a ceder 1,77% para 5.858,85 pontos.

O setor financeiro liderou as quedas e arrebatou mesmo os quatro lugares do fundo da tabela. O Banif afundou 8,33% para 1,1 cêntimos, mantendo a volatilidade que o carateriza desde o aumento de capital.

Mas também os três grandes registaram quedas significativas, em todos os casos superiores a 4%: o BCP deslizou 4,81% para 9,9 cêntimos, o BPI caiu 4,41% para 97,5 cêntimos, e o BES desceu 4,07% para menos de 85 cêntimos.

Banca à parte, a PT também continuou a pressionar a praça nacional. A empresa ainda não parou de cair desde que, na passada quarta-feira, apresentou os resultados do primeiro semestre e anunciou um corte de 70% nos dividendos para 2013 e 2014. Hoje as ações perderam mais 2,02% do seu valor e valem agora apenas 2,72 euros cada uma.

Na energia, merece ainda destaque a queda de 0,85% da EDP, para os 2,67 euros, e a descida de 1,08% da Galp, para os 12,43 euros.

No retalho, só a Sonae fechou em alta de 0,24% para 84 cêntimos. A Jerónimo Martins caiu 1,24% para 15,20 euros.