As bolsas europeias registaram fortes quedas esta quarta-feira, um comportamento que os analistas citados pela Bloomberg atribuem sobretudo aos receios de que a China comece a implementar uma política monetária mais restritiva e também a resultados empresariais pouco animadores.

Milão liderou, ao perder 2,38%, seguido de Madrid, que caiu 1,84%.

Lisboa acompanhou a tendência, com o PSI20 a cair, pela segunda sessão consecutiva, após o máximo atingido na passada segunda-feira. O índice recuou 1,57% para 6.247.72 pontos.

A penalizar a praça nacional esteve sobretudo o setor financeiro, onde o BPI recuou 5,31% para 1,02 euros, o BCP 4,63% para 10,3 cêntimos e o BES 3,43% para 0,93 euros. O Banco Central Europeu (BCE) anunciou esta manhã que vai submeter quatro instituições financeiras portuguesas a testes de stress, entre elas o BCP e o ESFG, casa mãe do BES.

O banco liderado por Ricardo Salgado apresenta resultados na sexta-feira e os analistas apontam para prejuízos acumulados superiores a 300 milhões de euros até ao final de setembro.

O Banif também cedeu 11,11% para 0,8 cêntimos, repetindo o valor mais baixo desde que entrou em bolsa.

Banca à parte, nota negativa também para o setor das comunicações, onde a Zon Optimus destacou-se com uma queda de 2,79% para 5,05 euros, com a PT a ceder também 1,02% para 3,58 euros.

Na energia, a Galp foi quem mais perdeu: 2,04% para 12,50 euros. Os analistas esperam uma queda de 30% nos lucros do terceiro trimestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado. A EDP também caiu0,48% para 2,68 euros.

No terreno positivo, nota de destaque para a Sonae, que subiu0,87% para 1,05 euros, depois de a Caixa BI ter subido a sua avaliação das ações da empresa para 1,25 euros.