A agência de notação financeira Fitch manteve a perspetiva negativa da Portugal Telecom (PT), apesar da fusão com a brasileira Oi, sustentando a decisão com as «pressões financeiras» sobre as duas empresas.

Apesar das vantagens da fusão, a Fitch refere, num comunicado, que o EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) doméstico da PT caiu 9,1% em 2013 e o da Oi, 7,6 por cento.

A agência de rating alerta também para o facto de ser «improvável durante algum tempo» baixar o nível de endividamento do grupo pós-fusão, devido à «ausência de recursos para gerar fluxo de caixa».

A PT e a Oi anunciaram a sua fusão em outubro, posicionando-se entre os 20 gigantes mundiais do setor das telecomunicações.

A operadora portuguesa entrou na capital da Oi depois de vender, em 2010, a sua participação na também brasileira Vivo à espanhola Telefónica por 7.500 milhões de euros.