A OPA da empresária angolana Isabel dos Santos sobre a PT SGPS tem fracas probabilidades de ter sucesso pois o prémio oferecido é reduzido e a operação poderia enfrentar problemas regulatórios, segundo os analistas do BESI e KeplerChevreux.

«A oferta poderá colocar em cima da mesa uma saída rápida para alguns acionistas (da PT SGPS), incluindo o Novo Banco, que detém 10% e precisa de vender, mas, no conjunto, pensamos que a oferta vai acabar por falhar», afirmou Javier Borrachero, analista do KeplerCheuvreux.


Este domingo, a Terra Peregrin, da empresária angolana, lançou uma oferta pública de aquisição  geral sobre a PT SGPS a 1,35 eurosação.

«Esta é uma jogada surpreendende de Isabel dos Santos, mesmo considerando a anterior declaração da ZOPT, onde tem uma participação de 50%», sublinharam os analistas do Espírito Santo Investment Bank.


A 5 de Novembro, a Zopt, accionista de controlo da NOS, entrou na luta pela PT Portugal para defender o «interesse nacional» e o valor do incumbente, que já tem um bid de 7.025 milhões de euros  por parte da francesa Altice.

«Nesta altura, não temos a certeza da razão pela qual Isabel dos Santos agiu desta forma, mas acreditamos que as possibilidades de um desfecho de sucesso pode ser limitado, considerando não apenas o prémio limitado face ao preço das ações mas, acima de tudo, tendo em conta as condições para a oferta avançar», afirmou a equipa de analistas do BESI.


A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários suspendeu esta manhã a negociação das ações da cotada portuguesa para permitir aos investidores analisar a oferta pública de aquisição lançada por Isabel dos Santos.

Também já a brasileira Oi respondeu a esta proposta, considerando a OPA «inoportuna». Para a Oi, esta OPA, lançada pela empresária Isabel dos Santos, altera os termos previamente acordados entre a PT e a Oi no âmbito da fusão.