O Barclays desvaloriza a escalada dos juros da dívida pública nacional na sessão passada, que levou a taxa das Obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário acima dos 8%. Para o banco, a variação é maior porque o mercado tem pouca liquidez.

Laurent Fransolet, responsável pelo departamento europeu de taxas de juro do banco britânico, explicou à CNBC que «Portugal, como a Grécia, é um mercado muito pequeno e com pouca liquidez. Não há muito volume e por isso as variações são tão grandes todos os dias».

O responsável admite que «existe uma reavaliação do risco da dívida portuguesa, existe mais incerteza, mas não o mesmo potencial para liquidação de posições como existiu em 2011», assegura.

Quanto ao impacto desta escalada no mercado da dívida pública europeia como um todo, o Barclays coloca, mais uma vez, as coisas em perspetiva: «Só 40 mil milhões de euros de dívida soberana portuguesa estão fora das mãos do Banco Central Europeu e esse montante tem-se mantido relativamente estável ao longo do último ano, exceto pelo ligeiro aumento registado com a emissão sindicada no início do ano».

Um montante que, estima, «se encontra sobretudo nas mãos de gestores de ativos europeus e alguns hedge funds que investiram nestes mercados».