As bolsas chinesas aliviaram, esta terça-feira, das fortes quedas de segunda-feira, com o índice CSI300, que representa as 300 maiores empresas das bolsas de Xangai e Schenzhen, a fechar com um recuo de apenas 0,2%, depois de ontem ter registado uma queda de 8,6%, a maior dos últimos oito anos. O principal índice da bolsa de Xangai, o Shanghai SE Composite Index, recuou apenas 1,68%, quando ontem desvalorizou 8,5%.

O governo de Pequim anunciou estar preparado para intervir nos mercados acionistas com a compra de ações e, desta forma, impedir que as bolsas somem mais desvalorizações. As autoridades ameaçaram ainda punir severamente a manipulação do mercado acionista. No último mês e meio,  as bolsas chinesas perderam mais de 30% do seu valor.
  
O alívio nos mercados da China teve reflexos imediatos nas bolsas do velho continente, que acabaram por fechar o dia em terreno positivo, à exceção da Bolsa de Lisboa, puxadas pelas notícias relacionadas com fusões e aquisições e com a apresentação de resultados semestrais pelas empresas cotadas. Milão liderou as subidas, com ganhos de 2,27%, e foi seguida pelas bolsas de Paris (1,01%), Madrid (0,97%) e Frankfurt (0,87%).


Lisboa foi exceção na Europa


A bolsa de Lisboa registou uma desvalorização de 0,30%, em contraciclo com a tendência europeia, arrastada pela queda dos títulos da banca.

O Millennium BCP liderou as quedas, com uma desvalorização de 4,255%, apesar de ter apresentado uma forte melhoria dos resultados no primeiro semestre do ano, com lucros de 240,7 milhões de euros. Os analistas mostraram preocupação com os rácios de capital do banco liderado por Nuno Amado, e também com a evolução do crédito malparado.

O BPI, que apresenta resultados esta quarta-feira, foi penalizado pelo desempenho do BCP e caiu 2%, apesar dos analistas citados pela agência Reuters esperarem que o banco apresente lucros de 65 milhões de euros no primeiro semestre de 2015.

Ainda com nota negativa esteve o Banif, cujos títulos desvalorizaram 1,563%, a ser penalizado pelos ecos da abertura, por parte da Comissão Europeia, de uma investigação aprofundada às ajudas de Estado ao banco.

A nota positiva do dia foi para a Galp Energia, que ganhou 2,030%, a beneficiar da melhoria de resultados nos primeiros seis meses do ano.