As ações do Banif seguiam a meio da manhã a cair 16%, a bater novo mínimo histórico nos quatro cêntimos, numa altura em que o banco está a proceder a um aumento de capital de 100 milhões de euros.

Na semana passada, as ações do Banif tinham renovado mínimos históricos, ao fecharem a valer cinco cêntimos, depois de no acumulado o banco ter desvalorizado cerca de 40%.

Os títulos do banco têm estado pressionados desde que, na semana passada, arrancou a segunda fase do aumento de capital, num montante de 100 milhões de euros, com a venda ao público de ações a um cêntimo, dando também a possibilidade a quem comprar ações de adquirir obrigações com uma taxa de juro anual de 7,5%.

Em janeiro, o Banif recebeu 1.100 milhões de euros de dinheiros públicos (700 milhões em ações e 400 milhões em instrumentos de dívida convertíveis em ações, as chamadas CoCo bonds), no âmbito do processo de recapitalização que deixou o Estado com o controlo de cerca de 99% da instituição.

Em contrapartida, até final de junho, O Banif ficou obrigado a realizar um aumento de capital de 450 milhões de euros, para que o controlo do banco regressasse a mãos de investidores privados, e comprometeu-se a devolver ao Estado 150 milhões de euros do financiamento público que obteve através das CoCo bonds.

No entanto, até final do mês passado, o Banif apenas aumentou o seu capital em 100 milhões de euros, que foi subscrito pelos seus principais acionistas (a holding Rentipar, através da Açoreana Seguros, e do grupo Auto-Industrial), reduzindo a participação do Estado no Banif para 86,881%.

O aumento de capital agora em curso, se for concretizado, vai reduzir a participação do Estado para 77,3% e permitirá ao banco ter o capital suficiente para pagar os 150 milhões de euros ao Estado do financiamento que obteve.