“Em relação à proposta apresentada pela Santoro para ser aditada na agenda da assembleia-geral - a votação da desblindagem do banco, que é uma das condições do La Caixa para validade da sua oferta - eu próprio apresentei proposta para suspensão da assembleia porque considero que os acionistas não decidirão em consciência enquanto não dispuserem de todos os esclarecimentos, [ou seja], enquanto o acionista [Caixabank] não apresentar a sua oferta e o respetivo prospeto”, afirmou.


“Acho muito importante que uma operação destas seja conhecida em todos os contornos pelos acionistas e pelo mercado em geral e tive garantias do executivo do Caixabank que o prazo de 17 junho acomodaria todas as vicissitudes do processo”, afirmou.


“A OPA é processo de negociação entre acionistas e que não perturba a vida do banco. É uma situação muito tranquila e pacífica, que se vive com muito maior normalidade do que outro tipo de situações que muitas vezes desencadeiam OPA”, sustentou, acrescentando que todos os intervenientes “são excelentes parceiros do banco”


“Esta decisão é uma derrota para o próprio BPI, infelizmente”, afirmou o presidente do conselho de administração da Santoro Finance, Mário Silva, em declarações aos jornalistas no final da assembleia-geral do banco português.