As condições de concessão de empréstimos a empresas tornaram-se menos restritivas no segundo trimestre deste ano, segundo o inquérito ao mercado de crédito do Banco de Portugal.

«De um modo geral, as condições aplicadas nos empréstimos ou linhas de crédito a empresas tornaram-se menos restritivas. Em particular, e de forma transversal a PME [Pequenas e Médias Empresas] e grandes empresas, evidenciaram-se a redução nos spreads aplicados em empréstimos de risco médio e os aumentos da maturidade e do montante dos empréstimos concedidos», lê-se nos resultados do inquérito hoje divulgados.

Já nos empréstimos aos particulares, entre abril e junho, não foram reportadas alterações nos critérios de concessão de crédito, apesar de o Banco de Portugal ter detetado uma «avaliação mais favorável dos riscos» pelos bancos.

Pelo lado da procura de crédito, os bancos reportaram ao Banco de Portugal que houve um aumento na «procura média de empréstimos ou linhas de crédito por parte das empresas», sobretudo PME, devido ao «aumento das necessidades de financiamento de existências e de fundo maneio, bem como a reestruturação de dívida».

Já a procura de crédito para aquisição de habitação e consumo pelas famílias permaneceu estável.

O Banco de Portugal considera ainda, a partir do inquérito levado a cabo em julho, que os critérios de concessão de empréstimos às empresas «não foram afetados na sequência de alterações regulamentares» e considera que, até final do ano, esta evolução deverá manter-se.