O presidente da PT SGPS disse esta quinta-feira aos acionistas que uma reversão do negócio com a brasileira Oi, dado o «elevado nível de endividamento da PT Portugal», levaria a empresa a «promover um avultado aumento de capital».

Na sua intervenção na assembleia-geral dos acionistas da PT SGPS, de acordo com discurso disponibilizado aos jornalistas, João Mello Franco apontou que iniciar um «litígio demorado e de desfecho incerto» com a Oi, tendo como objetivo o fim da combinação de negócios, «poderá pôr em causa a capacidade de ambas as empresas se continuarem a financiar e operar com normalidade».

Reiterou que este «não é um caminho» que o Conselho de Administração da PT SGPS considere «sensato recomendar» aos acionistas.

»Adicionalmente, e atendendo ao elevado nível de endividamento da PT Portugal, se porventura a PT SGPS pudesse simplesmente 'retomar' teria que refinanciar a sua dívida (atualmente com garantia da Oi) e recompor a sua estrutura de capitais, para o que necessitaria provavelmente de promover um avultado aumento de capital», afirmou João Mello Franco.

Este aumento de capital seria «extremamente diluitivo para os acionistas que não tenham capacidade ou vontade de o acompanhar», sublinhou o gestor.

Os acionistas da PT SGPS votam hoje a proposta de venda da PT Portugal, nas mãos da brasileira Oi desde maio passado, ao grupo francês Altice, depois da reunião magna anterior, de 12 de janeiro, ter sido suspensa para a divulgação de mais informação.