O presidente do Conselho de Administração da RTP, Alberto da Ponte, afirmou esta terça-feira que a proposta de destituição da administração da empresa feita pelo Conselho Geral Independente «não está fundamentada».

Alberto da Ponte está a ser ouvido na comissão parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, no âmbito da proposta da destituição da administração feita pelo CGI ao acionista único Estado, depois do órgão supervisor ter chumbado duas vezes o Projeto Estratégico elaborado pela equipa de Alberto da Ponte.

Na sua intervenção inicial, Alberto da Ponte rejeitou que a administração da RTP tenha cometido algo ilícito.

«A proposta de destituição não está fundamentada», disse, e classificou de «pura pirraça académica» a posição do CGI sobre o Projeto Estratégico não estar bem feito.

«Este caso, senão inédito, é inesperado. Reagiremos com todos os meios legais ao nosso alcance em defesa da honra, não aceitamos destituição com justa causa, porque não há», afirmou, adiantando que o «Governo não vai carimbar proposta de destituição injustificada», mas antes analisar e decidir em conformidade.

Para Alberto da Ponte, com o atual CGI, será difícil «continuar à frente dos destinos» da empresa.

Em resposta à deputada do Bloco de Esquerda Cecília Honório, quando questionado sobre se tinha condições para continuar à frente da administração da RTP, Alberto da Ponte afirmou: «Com este Conselho Geral, em que há falta de diálogo, é difícil, seja qual for a decisão, continuar à frente dos destinos da RTP».