O presidente da RTP afirmou esta terça-feira que o primeiro Projeto Estratégico «não foi chumbado» e que a pronúncia da administração destituída vai no sentido de combater a «debilidade, falsidade e ligeireza» das argumentações do Conselho Geral Independente.

Alberto da Ponte e os restantes membros da administração da RTP estão a ser ouvidos na comissão parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, no âmbito de um requerimento do Bloco de Esquerda após a proposta de destituição da equipa feita pelo CGI.

A razão central da proposta de destituição, segundo o CGI, deve-se a um Projeto Estratégico débil, o qual foi chumbado duas vezes.

«O primeiro não foi chumbado, está escrito pela pena do próprio do Conselho Geral que fosse resubmetido», apontou Alberto da Ponte.

«Assim que apresentámos» o Projeto Estratégico, no dia 17 de novembro, «um dos membros [do CGI] disse que aquilo estava de acordo com o queria, disse.

«Foi um dos membros, não o presidente» do CGI, acrescentou.

«A nossa pronúncia», que será entregue dentro do prazo previsto pela lei, vai no sentido de combater a «debilidade, falsidade e ligeireza das argumentações que o Conselho Geral impôs para recusa» o Projeto Estratégico.

«Estamos convencidos [que esta recusa] é como a pescada, antes de o ser já o era», concluiu, em resposta ao deputado do CDS-PP, Raúl Almeida.

Alberto da Ponte disse ainda que não pode afirmar que a tutela, liderada por Poiares Maduro, ou o Governo, pretenda se ver livre da atual administração da empresa, «mas que parece, parece».