O presidente do Conselho da Administração da RTP disse esta terça-feira que não poder afirmar que a tutela, liderada por Poiares Maduro, ou o Governo, pretenda se ver livre da atual administração da empresa, «mas que parece, parece».

Alberto da Ponte e os restantes membros da administração da RTP estão a ser ouvidos na Comissão parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, no âmbito de um requerimento do Bloco de Esquerda, após a proposta de destituição da equipa feita pelo Conselho Geral Independente.

Em resposta a uma questão do deputado do PCP João Ramos, Alberto da Ponte respondeu: «Não posso afirmar que a tutela, ou o Governo, se queira ver livre deste Conselho de Administração, mas que parece, parece».

O presidente da RTP teceu críticas a todo o processo que levou à proposta de destituição da atual administração da RTP, cujo mandato está previsto terminar a 18 de setembro de 2015, apontando que «faltou diálogo».

«Nunca ninguém nos perguntou porquê, teríamos respondido com a mesma candura que agora», acrescentou.
Alberto da Ponte disse que a administração da RTP recorrerá a todos os meios para defender a honra e a capacidade de gestão da equipa.

O presidente do Conselho de Administração da RTP afirmou esta terça-feira que a proposta de destituição da administração da empresa feita pelo Conselho Geral Independente «não está fundamentada».

Na sua intervenção inicial, Alberto da Ponte rejeitou que a administração da RTP tenha cometido algo ilícito.