O presidente do Conselho Geral Independente (CGI), António Feijó, afirmou esta quarta-feira que o órgão agora «deve calar-se e voltar ao anonimato» depois da escolha do novo Conselho de Administração da RTP.

António Feijó falava na comissão parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação, que hoje também vai ouvir o Conselho de Administração indigitado para a RTP, composto por Gonçalo Reis (presidente), Nuno Artur Silva (vogal) e Cristina Vaz Tomé (vogal com pelouro financeiro).

Em resposta à deputada do PSD Lídia Bulcão, António Feijó afirmou: «Devo confessar que o Conselho Geral Independente, a partir deste momento [depois desta audição], deve calar-se, desaparecer e voltar ao anonimato».

Ou seja, o CGI «passa à função de fiscalização e de supervisão», adiantou.

António Feijó adiantou que a nova administração vai «tomar posse brevemente» e acrescentou que os dois órgãos já acordaram um modelo de funcionamento entre as duas entidades.

«Teremos uma reunião mensal», disse.

Questionado sobre as críticas feitas pelo presidente do Conselho de Administração cessante, Alberto da Ponte, ao CGI, numa entrevista ao semanário Expresso, António Feijó escusou-se a fazer comentários.

«A polémica parece-me desnecessária», afirmou, aludindo, no entanto, à "Carta Aberta ao Cidadão" enviada aos trabalhadores da RTP pela equipa de Alberto da Ponte, no passado fim de semana.

A administração cessante «faz um elogio próprio nessa carta, considerou.

Na carta, a equipa de gestão cessante da RTP adianta que reduziu 94 milhões de euros em custos.

Feijó apontou que há um jornal «onde é dito que 2/3 da poupança é da administração anterior», ou seja, de Guilherme Costa.