O presidente do Conselho de Administração da RTP, Alberto da Ponte, disse esta terça-feira que o órgão tem até 19 de dezembro para apresentar «a pronúncia, por escrito» contra a proposta de destituição.

Alberto da Ponte falava aos jornalistas à margem da audição na comissão parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, no âmbito de um requerimento do Bloco de Esquerda (BE), após o Conselho Geral Independente (CGI) ter apresentado a proposta para a destituição da administração da RTP.

Questionado sobre se além da pronúncia escrita, onde a administração irá refutar os argumentos utilizados para a sua destituição, haverá lugar a uma audição, Alberto da Ponte disse: «Só depende da vontade do acionista».

O gestor disse esperar da parte do Estado «bom senso e capacidade de análise» sobre a situação.

O CGI considera que a administração da RTP deixou de ter os requisitos necessários para exercer o cargo e aponta que a principal razão para a destituição tem a ver com a apresentação de um Projeto Estratégico «medíocre».
Para Alberto da Ponte, «não há fundamentos para a proposta de destituição».

Este argumento «será demonstrado na nossa pronúncia de uma maneira muito clara», sublinhou.

O Conselho de Administração da RTP tomará todas as medidas necessárias para defender a sua honra e reputação, garantiu.

«Só quero que seja reposta a verdade», disse, lamentando que a «principal sofredora» deste processo seja a RTP.
«Lembrou que o Conselho Geral é um órgão social sujeito ao PDR [Plano de Desenvolvimento e Redimensionamento] e à defesa do bom nome da RTP», concluiu o gestor.

Também esta terça-feira o CGI foi ouvido na mesma comissão parlamentar, estando agendado para quarta-feira de manhã a audição do ministro da tutela, Miguel Poiares Maduro.