A direção do Diário Económico apela à administração para que encontre uma solução para o projeto “no mais breve período de tempo”, explicando que não pode continuar a trabalhar com os atuais constrangimentos.

“Face à ausência de desenvolvimentos que possam resolver estes problemas e à degradação dos meios de funcionamento, a redação não tem condições para continuar a assegurar produtos com a qualidade a que os leitores e telespetadores do Económico estão habituados”

No dia em que os trabalhadores se reúnem em plenário, a direção editorial escreve à administração a pedir que encontre, no mais breve período de tempo, uma solução para o projeto editorial do Económico e para a direção do mesmo, composta por Raul Vaz, Bruno Faria Lopes, Francisco Ferreira da Silva e Tiago Freire, que “mantêm a total disponibilidade para continuar a ajudar o Económico a encontrar uma solução".

Na mesma nota, a direção realça que "o Económico, nas diferentes plataformas - jornal, site e televisão – tem enfrentado nos últimos meses sérios constrangimentos financeiros e operacionais", referindo a existência de salários em atraso e a saída de profissionais, sobretudo de jornalistas para outros órgãos de comunicação.

“Não obstante esta realidade, o jornal continua a ser líder de mercado no seu segmento, o mesmo sucedendo com o site, fruto do trabalho incansável da redação, progressivamente debilitada, bem como dos restantes trabalhadores da empresa”, defende a direção.

O banco Haitong (ex-BESI) está mandatado para vender o jornal, decorrendo um processo de negociações.