A administração do Diário Económico admitiu esta terça-feira um cenário de insolvência da empresa num plano de continuidade do jornal, prometendo até quinta-feira dar a conhecer aos trabalhadores as consequência deste cenário e do Processo Especial de Revitalização (PER).

Num comunicado a que a Lusa teve acesso, a Comissão Instaladora da Comissão de Trabalhadores explica que esta terça-feira de manhã se reuniu com o administrador Gonçalo Faria de Carvalho que disse que "não tendo sido possível obter uma resposta do comprador (...) colocou em cima da mesa um cenário de insolvência considerado num plano de continuidade do jornal".

Neste cenário, a comissão propôs ao administrador que apresente "até quinta-feira de manhã os cenários de PER e insolvência e as implicações de cada um deles" para serem apresentados à consideração dos trabalhadores.

A direção do Diário Económico apelou esta terça-feira à administração para que encontre uma solução para o projeto “no mais breve período de tempo”, explicando que não pode continuar a trabalhar com os atuais constrangimentos.

Trabalhadores apelam aos portugueses para apoiarem o projeto

Os trabalhadores do Diário Económico apelaram esta terça-feira aos portugueses para apoiarem o projeto e decidiram assumir a sua continuidade e acreditam terem condições para prosperar e contribuir para o pluralismo da sociedade portuguesa.

Após um plenário, a Comisão Instaladora da Comissão de Trabalhadores publicou na página do DE na Internet um apelo "à sociedade portuguesa para que ajude a dar continuidade a este projeto líder da informação económica, comprando o Diário Económico, acedendo ao economico.pt e seguindo o Etv”.

No comunicado, os trabalhadores afirmam que vão continuar a trabalhar diariamente “com a mesma qualidade, seriedade e profissionalismo que sempre demonstraram”.

“Os trabalhadores decidiram assumir a continuidade do projeto e a viabilidade da marca, já que acreditam que esta tem condições para voltar a prosperar e a contribuir de forma decisiva para o pluralismo da sociedade portuguesa”, acrescentam.