O presidente do Parlamento Europeu diz que foram feitas promessas a Portugal e Espanha, e que, depois dos sacrifícios pedidos aos dois países, essas promessas não foram cumpridas.

Martin Schulz falava em Bruxelas, a propósito dos 30 anos da assinatura do tratado de adesão à UE, que se celebram na próxima sexta-feira.

"Trinta anos depois, nem todas as promessas foram cumpridas, nem todos os desejos foram alcançados, mas é claro que a democracia nestes países ficou mais forte e estabilizada. A luta contra as forças da ditadura e opressão foi ganha", afirmou.

"Somos agora confrontados, no que diz respeito a Espanha e a Portugal, com o facto de haver promessas feitas pela União Europeia", que ainda não foram cumpridas. Para Schulz é “absolutamente claro que deve haver bem-estar para todos e não apenas riqueza para alguns".


"Penso ser esse o desejo de todos os ministros dos países e de todos os partidos políticos, que daqui a 30 anos se possa cumprir essa promessa de um mercado estável na UE, de uma união política e economicamente forte, depois de todos os sacrifícios de Espanha e de Portugal, para que possamos cumprir a promessa de um fortalecimento económico do bem-estar para muita gente e empregos para os jovens", concluiu.