O ministro da Presidência e Assuntos Parlamentares disse hoje que Portugal «não tem interesse absolutamente nenhum» em precipitar uma decisão sobre o caminho a percorrer a seguir ao fim do programa de resgate firmado com a troika.

«A seu tempo Portugal decidirá se pode continuar nesse caminho de uma forma completamente autonomizada ou se será mais adequado para os interesses do país fazê-lo continuando a ter uma rede de segurança e apoio dos parceiros europeus», declarou Luís Marques Guedes na conferência de imprensa que se seguiu à reunião de hoje do Conselho de Ministros.

Marques Guedes disse ainda que «não existe no Governo» um discurso de «otimismo» ou «euforia» sobre sinais recentes da economia portuguesa, reclamando que essa é a imagem que a oposição pretende vincar, e reafirmando que «a seu tempo» Portugal tomará uma decisão sobre o caminho a percorrer após a saída da troika, passe este por um programa cautelar ou não.

«A seu tempo o país tomará decisões. E não é por nenhuma teima por parte do Governo. Portugal não tem interesse absolutamente nenhum em precipitar qualquer decisão sobre os termos da saída da troika do país», sublinhou o ministro.