O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, disse esta segunda-feira que o Governo não teve "qualquer tipo de intervenção e responsabilidade" na nomeação de cargos intermédios na Administração Pública em período pré-eleitoral.

"A esmagadora maioria das nomeações que estamos a falar são nomeações de concursos que ocorreram no primeiro semestre deste ano. O Estado, a Administração Pública, não pode estar um ano parado só porque há eleições em outubro", vincou o governante.


Marques Guedes falava à agência Lusa após notícias recentes da RTP e do Jornal de Notícias dando conta da nomeação de várias dezenas de dirigentes para cargos intermédios na Administração Pública em vésperas de eleições, bem como a respetiva publicação em Diário da República depois das legislativas de 04 de outubro.

O governante acrescentou que falar-se de cargos intermédios não é o mesmo que falar de "nomeações do Governo".

"Estamos a falar de nomeações com intervenção exclusiva por parte dos serviços da Administração (Pública)", advertiu, acrescentando que os concursos internos em causa são dirigidos "exclusivamente" para funcionários públicos.

E acrescentou: "Não se trata de ‘boys'. O que está em causa é a nomeação de funcionários públicos feita dentro da própria Administração Pública".