A zona euro registou uma ligeira melhoria da atividade empresarial em outubro, apesar deste acréscimo esconder a queda dos preços mais forte da crise e uma renovada destruição de emprego no setor dos serviços, segundo a Markit.

Segundo indicadores da empresa de serviços de informação financeira Markit divulgados esta quinta-feira, o índice PMI (Purchasing Managers Index) composto da zona euro atingiu 52,2 pontos em outubro, contra 52,0 em setembro, que sugere uma aceleração do ritmo de expansão, apesar de estar nos níveis mais baixos deste ano.

Um índice PMI inferior a 50 pontos significa contração, enquanto um superior indica expansão da atividade.

O aumento do PMI foi sustentado por uma expansão mais rápida do setor industrial, enquanto o setor dos serviços se manteve inalterado.

Ainda que a atividade total tenha aumentado a um ritmo ligeiramente mais rápido, as novas encomendas cresceram, mas registaram o aumento mensal mais reduzido desde que começaram a crescer, em agosto de 2013.

Esta queda do nível da procura levou as empresas do setor dos serviços a reduzir as suas forças laborais, o que não ocorria desde novembro do ano passado, enquanto o setor industrial registou uma ligeira criação de emprego.

Os preços caíram cada vez mais numa tentativa para reforçar as vendas, implicando assim que os preços médios cobrados pelos bens e serviços tenham registado a maior queda mensal desde fevereiro de 2010.

Segundo a Markit, as reduções de preços ocorreram apesar de uma subida generalizada dos custos em outubro, implicando a possibilidade de uma nova erosão das margens de benefícios.

Segundo o economista-chefe da Markit, Chris Williamson, «a possibilidade da zona euro regressar a uma recessão não pode ser eliminada».

«O crescimento é tão fraco que cada vez mais empresas devem prescindir de pessoal e reduzir os preços para tentar reduzir os custos e fortalecer as vendas com a adoção de descontos», adiantou Williamson.