O conjunto da atividade económica na zona euro continuou a crescer em setembro pelo terceiro mês consecutivo, tendo registado máximos dos últimos 27 meses, revela o índice composto da atividade económica elaborado pela Markit.

Em setembro, o índice fixou-se em 52,1 pontos, seis décimas mais que em agosto.

O valor de 50 pontos, neste indicador, separa a contração da expansão económica.

A atividade do setor dos serviços aumentou ao ritmo mais elevado desde junho de 2011, impulsionada pelas encomendas aos fornecedores de serviços.

No entanto, as empresas do setor manufatureiro registaram uma queda na sua produção pelo terceiro mês consecutivo, tendo o ritmo de crescimento deste indicador caído face ao mês de agosto.

Por países, na maior economia da Europa, a Alemanha, a atividade do setor dos serviços subiu para 54,4 pontos em setembro, mais que o esperado, enquanto o indicador PMI do setor da manufatura caiu inesperadamente no mesmo mês para 51,3 pontos, segundo dados hoje divulgados.

Os dados da Markit Economics sobre o indicador PMI dos serviços neste país assinalam uma subida para 54,4 pontos em setembro, inferior à registada em agosto (+52,8 pontos).

Os analistas citados pela agência Bloomberg esperavam um aumento para 53,1 pontos do valor do PMI dos serviços na maior economia da Europa.

O valor do indicador PMI do setor da manufatura no país caiu inesperadamente em agosto, de acordo com a Markit Economics, tendo passado para os 51,3 pontos, quando no mês anterior se fixou em 51,8 pontos.

Os economistas e analistas, por sua vez, esperavam que em setembro o valor do PMI do setor da manufatura fosse de 52,2 pontos.

A atividade global aumentou tanto na Alemanha como na França, neste último país pela primeira vez desde fevereiro de 2012.

O economista-chefe da Markit, Chris Williamson, explica no relatório distribuído esta segunda-feira pela Markit Economics que «a recuperação do PMI da zona euro em setembro dá seguimento ao melhor trimestre em mais de dois anos».

«Estes indicadores dão sinais de que a zona euro está a recuperar da recessão mais prolongada da sua história», salientou.